20/02/2026 - 17:23 | última atualização em 23/02/2026 - 17:17

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OAB/Caxias cria Comissão de Combate ao Golpe do Falso Advogado

Iniciativa reforça a atuação da Ordem no enfrentamento às fraudes

Ana Júlia Brandão



Em apoio à Seccional, a OAB/Duque de Caxias anunciou nesta sexta-feira, dia 20, a criação de uma comissão destinada a combater o golpe do falso advogado. A iniciativa fortalece a mobilização da advocacia fluminense no enfrentamento às fraudes que vêm atingindo profissionais e jurisdicionados. 

A presidente da OABRJ, Ana Tereza Basilio, destacou a importância do apoio das subseções para que a entidade possa desempenhar ações mais direcionadas às necessidades individuais de cada região do estado. 


“É muito importante que Duque de Caxias esteja abraçando essa luta com a criação dessa comissão. A mobilização das subseções é fundamental para que possamos enfrentar esse tipo de crime de forma articulada, protegendo a advocacia e a sociedade. Quando atuamos de maneira integrada, ampliamos a capacidade de prevenção, orientação e resposta a essas fraudes”, afirmou.


O presidente da OAB/Duque de Caxias, Wagner Botelho, reforçou o compromisso da subseção com a pauta:


“Estamos sempre com essa disposição de contribuir com a advocacia e com a Seccional. A OABRJ pode contar conosco para que, juntos, consigamos reduzir esse golpe e oferecer mais segurança aos colegas e à população”.


Também participaram da reunião que marcou o anúncio da criação da comissão o presidente do novo grupo temático, Dhiego Berg, e o tesoureiro da subseção, Felipe Neves.


Atuação permanente no combate às fraudes


A criação da comissão em Duque de Caxias soma-se a uma série de medidas que vêm sendo implementadas pela Ordem desde o ano passado para coibir práticas criminosas que utilizam indevidamente o nome, a imagem e os dados de contato de advogados e advogadas.

A Seccional mantém diálogo contínuo com os tribunais para aprimorar os mecanismos de segurança dos sistemas judiciais, buscando garantir maior proteção tanto à classe quanto aos cidadãos. No âmbito do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, por exemplo, já foram adotadas providências como a restrição do número de consultas públicas ao PJe por usuários não habilitados, a inserção de marca d’água em documentos processuais e o fortalecimento dos controles de acesso, sem prejuízo às consultas realizadas por profissionais regularmente habilitados nos autos.

Paralelamente, a OABRJ tem atuado em diferentes frentes institucionais, incluindo a produção de material informativo para orientar a advocacia e a sociedade, e o ajuizamento de ação civil pública contra a empresa de tecnologia Meta, diante de vulnerabilidades de segurança exploradas em fraudes praticadas por meio do aplicativo de mensagens WhatsApp.

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