Desde o último dia 6 de novembro, o PJe passou a identificar com marca d’água os arquivos baixados por usuários que não estão vinculados ao processo, regra que vale tanto para advogados quanto para procuradores. Para assistentes de advogados, a marca d’água será sempre exibida, independentemente da existência de vínculo. A presidente da OABRJ, Ana Tereza Basilio, destacou que o reforço de segurança contribui para combater o “golpe do falso advogado”, por reduzir o risco de falsificação de documentos e de indução de pessoas ao erro. “Essa é mais uma barreira concreta para proteger a população. Com a marca d’água, fica mais fácil identificar comunicações não oficiais, preservando a relação de confiança entre advogado e cliente e dificultando a ação de golpistas”, disse. Para a advocacia, é importante orientar seus clientes para, caso recebam documentos com marca d’água, redobrar a atenção para confirmar a procedência. Advogados e procuradores que mantêm vínculos nos autos seguem acessando os arquivos originais sem essa sinalização. O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) informou que divulgará, em breve, um manual detalhado sobre a novidade. Outras medidas Nos últimos meses, a Seccional intensificou ações contra o golpe do falso advogado, como: ✅ o lançamento de uma cartilha informativa; ✅ a estruturação da Comissão de Combate ao Golpe do Falso Advogado; ✅ a manutenção de um plantão permanente na Corregedoria; ✅ e o ajuizamento de uma ação civil pública contra a Meta – proprietária das redes sociais Facebook, Instagram e WhatsApp – para exigir mais efetividade e rastreabilidade nas denúncias.