A OABRJ e a Caarj, por meio de seu Observatório da Covid-19, lançam, nesta quinta-feira, dia 25, a campanha “Vacina é direito” para incentivar a advocacia a se vacinar contra a Covid, seguindo as determinações do Programa Nacional de Imunização.

O primeiro a endossar essa corrente de confiança na ciência como único meio de pôr fim à pandemia que já se arrasta por mais de um ano foi o trabalhista João Baptista Lousada Camara, de 88 anos. 

Lousada é um dos mais respeitados representantes da advocacia:  é ex-presidente do Tribunal de Ética e Disciplina (TED) da OABRJ e medalhista Raymundo Faoro em razão dos serviços prestados à classe ao longo de sua trajetória profissional. 


Recolhido ao lado da esposa há exatos 12 meses e 12 dias de acordo com seus cálculos, o advogado recebeu recentemente a primeira dose da vacina Oxford/AstraZeneca numa Clínica da Família na Barra da Tijuca. 

“A vacina deveria ser obrigatória, ultrapassando os negacionistas e os negativistas que, com falso apoio na Constituição Federal, ficam alardeando que trata-se de um direito individual dependente da vontade de cada um".

A pandemia, ele conta, limitou apenas seu “comportamento elétrico”. 

“O intelectual está a todo vapor. Fui obrigado a mexer com esse monstro chamado internet”, brinca.  “Assim que for possível, quero retornar ao meu escritório ao qual, em meus 65 anos de advocacia, sou o primeiro a chegar e sou conhecido por ser madrugador”.

Observatório da Covid-19 da OABRJ


Assim que a Organização Mundial de Saúde decretou estado de pandemia da Covid-19, em março de 2020, a Seccional criou um gabinete de crise para tratar das questões relacionadas ao novo coronavírus. Nove meses depois, quando a crise voltou a tomar proporções trágicas, a Ordem insituiu o Observatório da Covid-19 da OABRJ para acompanhar este novo estágio da evolução da pandemia promovendo contatos e parcerias com universidades e instituições de saúde, como a Fiocruz.

O médico sanitarista e chefe de gabinete da Presidência da Fiocruz, Valcler Rangel Fernandes, um dos parceiros do Observatório da Covid-19 da Seccional, aponta caminhos para interromper o ciclo de transmissão da doença. 

“Se nós tivermos 80% da população usando máscaras adequadas quando saírem de casa, criaremos uma barreira para a circulação do vírus. Também vão se contrapor ao quadro muito grave que temos hoje as medidas de distanciamento de 1,5m a 2m em lugares indispensáveis, como supermercados, e o fim das aglomerações de qualquer natureza - seja as festivas ou encontro religiosos”, lista ele.


“Há uma circulação intensa do vírus e uma circulação de variantes do vírus que se multiplicam em função da primeira questão, vacinas ainda escassas e um estoque ainda muito alto de pessoas não imunizadas. A imunidade dada pela doença ainda é pouco estudada. As vacinas contra a Covid foram desenvolvidas em questão de meses. Isso é uma façanha para a humanidade”.

Cuidados individuais


Antes e até mesmo depois de receber as doses da vacina, precisamos manter os cuidados individuais contra o coronavírus:

  • Manter as mãos sempre limpas com o uso de álcool 70%, em gel ou líquido;

  • Praticar o distanciamento social e evitar aglomerações;

  • Sempre usar máscaras feitas de materiais que comprovadamente protejam nariz e boca;

  • Informar-se por fontes confiáveis (site da Organização Mundial da Saúde, por exemplo);

  • Procurar assistência médica qualificada ao sentir sintomas;