Atual presidente da OABRJ, Luciano Bandeira foi reeleito pela advocacia para comandar a Seccional por mais um triênio (2022/2024). O advogado que concorreu pela Chapa 1 - OAB Forte e Unida -  obteve 49,45% dos votos válidos (que correspondem a 45,85% do total dos votos apurados) num pleito que transcorreu com normalidade e mobilizou dezenas de milhares de colegas na capital e nas 63 subseções (veja neste painel o resultado do pleito em cada uma das sedes). 

A vitória foi declarada pouco depois das 21h pelo presidente da Comissão Eleitoral da OABRJ, Marcos Bruno, quando o índice de urnas apuradas atingiu os 88%, tornando matematicamente concreto o primeiro lugar de Luciano. 

"A vitória  da Chapa OAB Forte e Unida é uma vitória da democracia. Agradeço aos candidatos, democracia é isso. Vamos fazer uma grande gestão para a advocacia. Sem pandemia, poderemos trabalhar muito mais. A vitória é de todos nós", disse Luciano.

Vice-presidente reeleita, Ana Teresa Bazílio afirmou que o maior desafio desse próximo triênio é "restaurar a dignidade e o respeito da sociedade pela advocacia".

"Passamos não somente por uma pandemia, mas também por processos graves de criminalização da advocacia. O trabalho principal agora é restaurar a visão da sociedade sobre a função e a importância dos advogados e aprimorar a advocacia com projetos como os que já fazemos, prestigiando também a advocacia do interior".

Junto com Luciano e Basílio tomarão posse para um segundo mandato o secretário-geral Álvaro Quintão e o tesoureiro Marcello Oliveira. A advogada Mônica Santos ocupará pela primeira vez o posto de secretária-adjunta da Seccional. 

Pela Caarj, foram reeleitos o presidente, Ricardo Menezes, a vice, Marisa Gaudio, o sercretário-geral, Mauro Pereira dos Santos, a secretária-adjunta, Julia Vera Santos e o tesoureiro, Frederico Mendes. 

Trajetória antiga na OABRJ


Carioca de 51 anos, Luciano graduou-se em Direito pela PUC-Rio em 1994. Reconhecido pela experiência nas áreas cível e empresarial como sócio do escritório Fisher Bandeira Santana. A trajetória institucional na Ordem começou como delegado da Subsede da Barra da Tijuca. 

Foi um dos fundadores daquela subseção e o primeiro presidente em 2007, exercendo a liderança local por dois triênios, até 2012. Em seguida, assumiu a tesouraria da Seccional nas gestões de 2013 a 2018, acumulando a função ao cargo de presidente da Comissão de Prerrogativas, considerada a espinha-dorsal da OAB.

Entre os principais compromissos firmados com a classe para o próximo triênio estão o de instalar Casas da Advocacia em mais bairros e no sistema prisional (Benfica, Japeri e São Gonçalo), promover novas reformas de parlatórios e criar mais 200 escritórios digitais, totalizando 500 até 2024.

No eixo da defesa das prerrogativas estão os projetos de instituir a Procuradoria de Valorização da Advocacia, lutar pela efetiva aplicação da Lei de Abuso de Autoridade, trabalhar pela unificação dos sistemas eletrônicos dos tribunais e ampliar a Escola de Formação das Prerrogativas e criar um aplicativo de gestão de escritórios.  

Cotas de gênero e etnia pela primeira vez


Estas eleições entram na história do sistema OAB como as primeiras em que cotas para pretos e pardos e paridade de gênero guiaram a composição das chapas, tanto no conselho titular quanto no suplente.

Veja o desempenho das outras três chapas que concorreram à gestão da Seccional:

Sylvia Drumond  -   27,99% (votos válidos)

Sérgio Antunes -  13,05% (votos válidos)

Roque Z -  9,51% (votos válidos)

Ao final da apuração, foram registrados 1.095 votos brancos (2,05%) e 2.795  nulos (5,23%).