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03/08/2018 - 20:59

Abertura dos arquivos é defendida por jurista que investigou Operação Condor

Abertura dos arquivos é defendida por jurista que investigou Operação Condor

 

 A Operação Condor - articulação entre organismos de repressão política de ditaduras militares de Argentina, Chile, Brasil, Uruguai, Paraguai e Bolívia - foi tema de palestra realizada na OAB/RJ, no dia 26 de novembro. O convidado foi o jurista paraguaio Martin Almada, preso político do regime de Alfredo Stroessner e responsável pela descoberta dos arquivos da operação quando trabalhava como consultor para a América Latina na Organização das Nações Unidas (ONU).

 

Almada investigou a operação por 15 anos, até que chegou aos documentos, armazenados no Ministério da Defesa do Paraguai. Agora, ele luta pela a abertura dos arquivos dos demais países, inclusive o Brasil. "Enquanto as Forças Armadas não tornarem públicos seus erros e pedirem perdão por eles, a questão não estará encerrada", sentenciou, salientando que a correção dos problemas deixados como legado pelos regimes militares depende da investigação das engrenagens que faziam com que funcionassem. 

 

Presente ao encontro, o presidente da OAB/RJ, Wadih Damous, destacou a importância de abrir as portas da Seccional para a discussão de um tema tão relevante no cenário político do Brasil e da América Latina. "A repressão no Cone Sul ainda não chegou ao fim e hoje estamos mantendo esse debate aceso", afirmou Wadih.

 

Além de Wadih, compareceram ao evento a presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB/RJ, Margarida Pressburger, e o advogado Modesto da Silveira, um dos principais defensores de presos políticos durante a ditadura.


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