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08/10/2012 - 15:21

Uma gestão séria e austera

Wadih Damous
 
A matéria que ocupa as páginas centrais desta TRIBUNA DO ADVOGADO vem dar resposta a uma indagação de muitos colegas: como foi possível diminuir a anuidade em 2007, mantê-la congelada em 2008 e 2009 e, mesmo assim, aumentar de forma significativa os serviços prestados pela OAB/RJ? E como foi possível desenvolver o projeto OAB Século 21, com a realização de obras e compra de equipamentos num investimento total de R$ 1,5 milhão até o fim deste ano?
 
A curiosidade tem razão de ser. Afinal, sabe-se que, se os serviços são oferecidos gratuitamente aos advogados em dia com o pagamento da anuidade, a Seccional paga por eles.
 
A administração não tem varinha mágica. Ela é -isso sim – é extremamente cuidadosa ao gastar o dinheiro dos advogados.
 
Tomemos o exemplo da própria TRIBUNA DO ADVOGADO. Até o início de 2007, quando tomou posse nossa diretoria, ela era impressa numa determinada gráfica, mas no seu expediente aparecia o nome de outra, que intermediava o serviço. Pusemos fim à intermediação e abrimos processos de tomada de preços convidando as melhores gráficas do Rio. Resultado: acabou escolhida a mesma gráfica que já imprimia a TRIBUNA, mas a Seccional passou a pagar pelo serviço um valor 30% menor.
 
Em seguida conseguimos dessa gráfica o congelamento do preço de impressão desde o início de 2007 até fevereiro de 2009 – apesar do salto na cotação do dólar, que tem grande incidência nos custos, pois o papel e a tinta têm preços dolarizados. Como conseqüência desse esforço, paga-se menos pela impressão do jornal do que na gestão anterior. Basta dizer que ao longo dos 12 meses de 2006 (o último ano da gestão anterior) a OAB/RJ pagou pela impressão da TRIBUNA um total de R$ 655.703,81; enquanto em 2008, dois anos depois, os custos foram de R$ 603.835,14.
 
Exemplos como este se multiplicam em diferentes setores.
 
É interessante notar que, mesmo com a redução do valor da anuidade em 2007 (de R$ 520 para R$ 479) e o congelamento desse valor em 2007 e 2008, a receita obtida pela Seccional com anuidades aumentou de forma significativa: em 2006 (na gestão anterior, com uma anuidade mais cara) foi R$ 32.425.125,68; já em 2008 (mesmo com a anuidade mais barata) o valor arrecadado saltou para R$ 42.3367.555,16. Mesmo considerando o percentual de novos advogados, os números são expressivos.
 
E a razão disso foi o sucesso de campanhas como a Fique legal, que trouxe de volta ao nosso convívio milhares de colegas antes inadimplentes, e a percepção por parte dos advogados de que a anuidade paga retornava sob a forma de serviços.
Assim, não houve mágica. Houve, sim, seriedade e austeridade.
 

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