Wadih cobra rigor na investigação sobre ataque a juiz Do jornal o Globo e da redação da Tribuna do Advogado 04/10/2010 - O presidente da seccional Rio da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/RJ), Wadih Damous, espera que o ataque ao juiz trabalhista Marcelo Alexandrino da Costa Santos, ao fugir de uma blitz da Polícia Civil na noite de sábado, seja esclarecido com rigor. "Isso mostra o despreparo dos agentes responsáveis pelo tiroteio. Todos sabem que, no Rio, é difícil saber se a blitz é falsa. A polícia tem que ter alguma forma de deixar claro que trata-se de uma ação verdadeira, ou ter uma forma de agir com pessoas que se assustam." O presidente do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), desembargador Aloysio Santos, disse ontem que o órgão e a Polícia Federal vão acompanhar as investigações e que vai cobrar providências, caso seja constatada a culpa dos agentes envolvidos. "Espero que o rigor que rege os manuais disciplinares seja respeitado", cobrou o desembargador, criticando duramente a postura dos agentes. "Os policiais civis usaram o princípio do 'atirar primeiro e ver quem é depois'". A arma de fogo é uma ferramenta que não deve ser usada imediatamente. Magistrado está em contato com chefe da Polícia Civil Embora o juiz Santos não estivesse de serviço no momento do incidente, o presidente do TRT insiste na participação da PF nas investigações, mas tem mantido contado com o chefe da Polícia Civil, Allan Turnowski: - Ele (Turnowski) é um policial sério. Vamos confiar. Aloysio Santos se diz preocupado com o número de situações em que o cidadão parece não ser capaz de diferenciar "mocinhos de bandidos": - Assusta-nos o fato que se repete. Não foi a primeira vez, e não será a última. O desembargador conta ainda que a família do juiz - que ele define como um profissional dedicado - está muito abalada, dividindo seu tempo entre o hospital onde está Marcelo e a unidade onde as crianças estão internadas. Santos classificou como heroica a atitude do juiz, que, mesmo baleado no tórax, dirigiu até o hospital. Na tarde de ontem, o presidente da Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho da 1° Região (Amatra 1), André Vilella, enviou nota à imprensa em que expressa sua indignação por mais um episódio de violência na cidade. Ele exige a apuração ágil e rigorosa dos fatos e a punição exemplar dos culpados.