Será encerrada nesta sexta-feira, dia 18, a pesquisa inédita promovida pela Ouvidoria da Mulher da OABRJ para mapear a violência sofrida por advogadas no Estado do Rio de Janeiro. Se você é advogada e ainda não respondeu, está na hora de participar! Com o nome impactante de “Ser advogada não me salva”, a iniciativa marca um passo corajoso e inédito no enfrentamento à violência de gênero na advocacia. A proposta é dar visibilidade a uma realidade muitas vezes silenciada: o machismo e a misoginia que atravessam o dia a dia de mulheres advogadas, seja em casa, no fórum, na delegacia, no escritório, em audiências ou até mesmo nas redes sociais. Se você é advogada atuante no Rio de Janeiro, sua participação é essencial. Responder à pesquisa é um gesto de coragem, solidariedade e compromisso com a transformação da realidade profissional de milhares de colegas. Podem participar todas as advogadas com inscrição ativa na OABRJ, independentemente de já terem sido vítimas de violência ou não. O questionário é protegido por sigilo absoluto e, caso a participante nunca tenha vivenciado esse tipo de situação, ele é encerrado logo nas primeiras respostas. A OABRJ é a primeira seccional do país a realizar um levantamento dessa natureza. Além de dimensionar com precisão o cenário enfrentado por muitas mulheres da advocacia no estado, a iniciativa tem por objetivo gerar dados concretos para a formulação de políticas públicas mais eficazes e ações institucionais que garantam proteção, dignidade e suporte às vítimas.