13/03/2026 - 14:46 | última atualização em 27/03/2026 - 09:46

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TRF2 confirma vitória da OABRJ contra empresa por atuação irregular na advocacia

Justiça Federal confirma sentença obtida pela Seccional em ação civil pública contra plataforma digital que captava clientes de forma indevida

Eduardo Sarmento

A Justiça Federal manteve a decisão favorável à OABRJ na ação civil pública movida contra a empresa Justify Serviços de Tecnologia Ltda., acusada de atuação irregular na advocacia. Em acórdão publicado no dia 11 de março, o Tribunal Regional Federal (TRF2) da 2ª Região negou provimento ao recurso apresentado pela empresa, confirmando a sentença já obtida pela Seccional.

A decisão reforça o entendimento de que a plataforma atuava de forma incompatível com o Estatuto da Advocacia ao promover a captação indevida de clientela e a mercantilização dos serviços jurídicos.

A ação foi originalmente proposta pela OABRJ e já havia resultado em sentença parcialmente procedente, determinando que a empresa se abstivesse de práticas como análise prévia de documentos, oferta de estimativas de êxito em demandas judiciais e veiculação de publicidade mercantilista de serviços jurídicos.

Agora, ao analisar o recurso da empresa, o TRF2 confirmou a legitimidade da atuação da OABRJ e a adequação da ação civil pública como instrumento para proteger não apenas a advocacia, mas também os consumidores.

O acórdão também destacou que a atuação da plataforma configurava concorrência desleal e violava normas éticas da profissão ao intermediar a relação entre clientes e advogados, com promessa de facilitação de demandas judiciais.

Esta nova decisão consolida o posicionamento já apresentado pela Justiça Federal em primeira instância, conforme noticiado anteriormente pela Seccional, e reforça o papel institucional da OABRJ na defesa das prerrogativas da advocacia e da regularidade do exercício profissional.

A presidente da OABRJ, Ana Tereza Basilio, ressalta que a confirmação da sentença comprova o acerto na atuação da Ordem.


"Não se trata de impedir inovação ou tecnologia, mas de garantir que a advocacia seja exercida dentro dos limites legais e éticos, protegendo tanto a classe quanto a sociedade. Seguiremos atentos e firmes no combate a práticas que desvirtuem a profissão", afirma.

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