A secretária-adjunta da OABRJ e presidente da Associação Carioca dos Advogados Trabalhistas (Acat), Mônica Alexandre Santos, participou, nesta sexta-feira, dia 8, do painel “Futuras vozes: empoderamento feminino e igualdade de gênero nas economias globais”, da Jornada G20 do Fórum 2024 da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), realizada no Palácio Tiradentes, no Centro do Rio. A proposta é fomentar o debate e consolidar os temas em um relatório com sugestões, que será destinado à cúpula do G20, que será realizada entre os dias 18 e 19 de novembro. Moderada pela deputada estadual (Republicanos-RJ) e 2ª vice-presidente da Alerj, Tia Ju, a mesa também contou com as palestras da chefe do Serviço de Instalações do Ciclo do Combustível Nuclear da Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen), Daniele Baêta; e da professora, administradora e especialista em diversidade, equidade e inclusão Isabel Gurjão. A pauta foi o necessário investimento em soluções e políticas públicas para promover o empoderamento e o empreendimento feminino para construir avanço socioeconômico em nível mundial. Mônica falou sobre como suas raízes familiares pavimentaram o caminho que a possibilitou tornar-se advogada trabalhista e assumir um cargo na Diretoria da OABRJ e tratou da participação feminina na economia global e da ocupação pelas mulheres de espaços de poder no país. “Sou a primeira mulher preta em 92 anos de história da OAB a assumir um cargo como diretora. A conquista desta posição se deu pela força que mulheres da minha família me proporcionaram e pelas oportunidades que elas não tiveram de estudar e seguir uma carreira no Direito, especialmente, na advocacia”, declarou. “Sei do meu papel hoje. O que faço e onde estou. Sou um grão de areia que dá a guinada para proporcionar visibilidade à população negra, sobretudo às mulheres, dentro da classe. Eu me sinto prestando contas à minha ancestralidade e feliz por ver representatividade nesses espaços e mulheres no poder. Como advogada trabalhista, quando reintegro um trabalhador ao mercado, vejo que o direito social está garantido e a dignidade devolvida à vida daquela pessoa”. Tia Ju apontou avanços - e os retrocessos - legislativos na pauta da mulher. Este grupo, aliás, é maioria entre os votantes no estado, lembrou ela. “O sistema foi criado para mulheres e pessoas pretas desistirem, então, nosso papel é estimular as novas gerações dentro e fora das nossas famílias para impactar mudanças”, considerou a deputada estadual. “Historicamente, a Alerj é composta, majoritariamente, por homens. Antes da minha chegada, a participação feminina era mínima, número que não mudou muito até hoje, mas as mulheres marcaram história na composição, fato que nos engrandece nos espaços de poder e no parlamento. Então, quando não vejo a presença feminina ou representatividade, é a minha função lutar para que nossas vozes sejam ouvidas dentro e fora da casa legislativa”.