Os presidentes da OAB/RJ, Felipe Santa Cruz, e da Comissão de Igualdade Racial da Ordem, Marcelo Dias, lamentaram a morte do diretor, ator e cineasta Zózimo Bulbul, ocorrida na manhã desta quinta-feira, 24 de janeiro. "Zózimo foi um ícone do movimento negro e do cinema. Projetou vários artistas, como Zezé Motta, em uma época que o cinema não abria espaço para homens e mulheres negros em início de carreira. Foi uma pessoa guerreira, que nunca desistiu, apesar de todas as dificuldades que encontrou no campo do entretenimento, e abriu espaço para os cineastas negros do Caribe e da África. Aliás, teve pioneirismo nessa relação com cineastas negros de outros continentes. Deu uma contribuição inigualável", disse Marcelo Dias. Um dos principais atores do Cinema Novo, Zózimo se transformou em um dos ícones negros dos anos 1960 em razão de seus trabalhos na TV e no cinema. Foi o primeiro negro a protagonizar uma novela brasileira: "Vidas em Conflito", da TV Excelsior, em 1969. Também dirigiu filmes importantes, como Abolição e o curta Alma no olho, no qual faz uma metáfora da escravidão. Além disso, criou e foi curador da Mostra de Cinema Negro Brasil África e Américas, que em 2012 teve sua 6ª edição. O ator, que tinha 75 anos e lutava desde meados do ano passado contra um câncer no colo do intestino, faleceu em casa.