15/04/2025 - 13:38 | última atualização em 16/04/2025 - 17:35

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Posse de comissão fortalece o combate à intolerância religiosa pela OABRJ

Solenidade marcou a retomada de projetos de formação, escuta das comunidades religiosas e articulação com órgãos públicos pela Seccional

Ana Júlia Brandão



No ano passado, segundo dados do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, o Brasil registrou 3.853 episódios de intolerância religiosa, um aumento acima de 80% em relação a 2023. O Rio de Janeiro ficou em segundo lugar no ranking entre os estados, com 764 violações, atrás apenas de São Paulo. 

Com a missão de enfrentar esse quadro – por meio do acolhimento das vítimas, denúncia e construção de soluções efetivas para o problema – tomou posse na manhã desta terça-feira, dia 15, a Comissão de Combate à Intolerância Religiosa da OABRJ. Reconduzido à presidência para o triênio 2025-2027, Arnon Velmovitsky contará com Leonardo Soares Ribeiro, como vice-presidente, Justino Carvalho Neto, como secretário-geral, e Luiz Gustavo Barbosa, como secretário-adjunto, na diretoria do colegiado.

Realizada no Plenário Histórico José Ribeiro de Castro Filho, na Escola Superior de Advocacia (ESA), a solenidade de posse marcou a retomada de projetos de formação, escuta das comunidades religiosas e articulação com órgãos públicos e entidades civis. Presentes ao evento, lideranças religiosas, autoridades e representantes da sociedade civil celebraram o fortalecimento de uma das frentes mais importantes da atuação institucional da Ordem. Assista à transmissão na íntegra pelo canal da Seccional no YouTube.

Composição plural e técnica


Durante o evento, Velmovitsky reforçou o papel do grupo como defensor da liberdade de crença e garantidor do direito ao culto. O presidente também enfatizou a composição plural e técnica da comissão, formada por advogados de distintas origens religiosas e profissionais comprometidos com o combate ao preconceito. 

“Aprendemos todos os dias nesta comissão. Temos desenvolvido, a cada dia, mais trato e cuidado na conversa a respeito da tolerância religiosa. Contamos não só com nossos colaboradores, mas também com toda a advocacia e a sociedade fluminense para avançar nessa missão. Estamos à disposição das organizações religiosas para aprofundar a interação, conhecendo as dificuldades e necessidades de cada vertente”, declarou.


Além dos membros da comissão – incluindo o consultor Luiz Felipe Conde – a mesa do evento contou com a participação da procuradora-regional federal da 2ª Região, Luciana Bahia.

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