Na manhã desta terça-feira, dia 3, a Seccional empossou a diretoria da recém-criada Comissão da Advocacia do Axé. A solenidade foi realizada no Plenário Silvio Capanema, no prédio da ESA-RJ, nas redondezas da OABRJ. Na mesa de abertura estiveram os empossados: o presidente Márcio de Jagum, os vice-presidentes Ricardo Nunes e Mariana Ribeiro, a secretária-geral Dayane Rodrigues, a 1ª secretária-adjunta Jordana Teza e o coordenador de assuntos institucionais, Luis Campos. Assista à transmissão do evento pelo canal do Youtube da ESA-RJ Em seu discurso de abertura, Jagum destacou que um dos objetivos do grupo é dar voz a advogados e advogadas pertencentes a religiões de matriz africana porque muitos deles foram homens e mulheres que romperam a bolha de exclusão e invisibilidade. São pessoas que têm orgulho de referenciar o legado africano e afrobrasileiro acreditando na força dos ancestrais. “São esses advogados que conhecem de perto a intolerância religiosa, que experimentam diariamente os argumentos do Direito diante de uma sociedade que teima em se fazer inerte diante das discriminações que ocorrem há muitos e muitos anos”, ressaltou Jagum. Um dos vice-presidentes da comissão, Nunes contou como os projetos pretendem alcançar os advogados e advogadas de axé. “Essa é a primeira comissão do axé do Brasil, mas o trabalho não pode parar por aqui. Nossa intenção é expandir esse projeto para as subseções e, até mesmo, outras seccionais. Um dos principais objetivos desta comissão é mostrar para a advocacia que nós, macumbeiros, não precisamos nos esconder nem ter medo das represálias”, declarou Nunes. A vice-presidente Mariana Ribeiro afirmou que uma das prioridades da comissão é mostrar também que a Comissão da Advocacia do Axé veio para lutar pelos direitos da classe de professar sua fé e declarar suas crenças. “Nós não queremos ser tolerados, queremos respeito. Teremos muitos dias de luta, mas gostaríamos de dizer que estamos preparados para defender os direitos da nossa classe”, disse. Jagum completou: “A OABRJ é um espaço de cidadania. Portanto, numa sociedade tão plural, ao mesmo tempo tão deficitária, é muito importante falarmos de advocacia de axé”.