A necessidade de desvinculação do Juizado Adjunto Criminal e de Violência Doméstica e Familiar de Angra dos Reis, apontada pela advocacia como medida para dar mais celeridade aos processos, especialmente os de violência doméstica, foi levada ao TJRJ na tarde desta segunda-feira, dia 27, pela conselheira seccional Manoela Dourado, representando a presidente da OABRJ, Ana Tereza Basilio, e pelo presidente da OAB/Angra dos Reis, André Gomes. O encontro foi com a presidente da Comissão de Políticas Institucionais para Eficiência Operacional e Qualidade dos Serviços Judiciais (Comaq), desembargadora Jacqueline Montenegro. O formato da estrutura tem afetado a atuação da advocacia, impactando diretamente a tramitação dos processos, especialmente nos casos de violência doméstica, que demandam maior agilidade e especialização. Para Gomes, a mudança é fundamental não apenas para a classe, mas para toda a população. “Essa vinculação tem sido um problema não só para a advocacia de Angra, mas para a população, especialmente nos casos de violência doméstica, por conta da falta de celeridade nos julgamentos. Então, seria muito importante esse pleito ser atendido aqui”, afirmou. Já Manoela Dourado destacou a abertura do tribunal ao diálogo e o fato de o tema já estar em análise no âmbito da Comaq. “A desembargadora Jacqueline está atenta à situação de Angra dos Reis e nós temos uma boa interlocução com o tribunal, que já vem trabalhando positivamente em relação a essa questão. Esse pedido está no radar da Comaq e a tendência é que seja atendido”, disse.