A Diretoria da OABRJ vai instaurar um processo ético-disciplinar para apurar a conduta do vice-presidente da OAB/Teresópolis, Roberto Monteverde, acusado de ter se referido à advogada Roberta Lopes de maneira racista num grupo institucional de WhatsApp da subseção. O caso foi abraçado pela Comissão de Direitos Humanos e Assistência Judiciária da Seccional, que já providenciou acompanhamento psicológico à colega e acompanhará o desenrolar do inquérito que apura o crime de racismo que foi instaurado na 110ª DP (Teresópolis). A Seccional se solidariza com a colega e se compromete, como defensora das garantias individuais e da cidadania, a não poupar esforços para apurar o caso e a aplicar as sanções institucionais, garantido o direito de defesa, àqueles entre os seus quadros que dispensarem tratamento indigno e desumanizante a outros colegas. São anos de construção e efetivação de políticas antirracistas na entidade, a principal delas, a instauração pelo Conselho Federal em 2020 da cota racial nas eleições. O mínimo que se pede dos representantes da advocacia, portanto, é coerência com uma cultura institucional que se volta à inclusão, à representatividade e ao combate às chagas provocadas pelo racismo estrutural.