27/11/2024 - 17:56 | última atualização em 27/11/2024 - 18:12

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OABRJ e Ibrapej promovem evento na ESA para tratar de igualdade racial nas instituições jurídicas e educacionais

Mariana Reduzino



O plenário Sylvio Capanema, na Escola Superior da Advocacia, recebeu, na tarde desta quarta-feira, dia 27, o “Fórum de debate: o papel das comissões de igualdade racial nas instituições jurídicas e educacionais". O objetivo do evento foi enriquecer a advocacia com conhecimento sobre essa norma constitucional tão central para a democracia, a igualdade racial. 

Você pode assistir ao evento, na íntegra, pelo canal do YouTube da ESA/RJ. 

A mesa de abertura foi composta pela vice-presidente da Comissão de Direito Antidiscriminatório da OABRJ e presidente da Comissão de Igualdade Racial do Ibrapej, Luciana Silva; pela diretora de Igualdade Racial e desembargadora aposentada do TJRJ, Ivone Caetano; pelo presidente da OAB/Magé e diretor do Instituto Brasileiro de Pesquisa e Educação Jurídica (Ibrapej), Paulo Dutra; pela conselheira seccional Daniele Arruda; pela diretora do Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB), Edmée Cardoso, e pela integrante da comissão temática do Ibrapej Renata Esteves. 

Silva destacou a importância da atuação da OABRJ na luta pela igualdade racial. 


“Falar sobre esse tema hoje é primordial, porque é falar sobre a nossa existência. Debater sobre racismo não é ‘mimimi’. A sociedade é racista, e infelizmente, no século XXI nós ainda precisamos tratar desse tema tão doloroso dentro e fora da advocacia”, afirmou a presidente da Comissão de Igualdade Racial do Ibraperj. 



Caetano contou um pouco sobre a sua trajetória e sobre os desafios que enfrentou diante de uma sociedade tão preconceituosa e elitista.

“É uma honra estar aqui para tratar de igualdade racial porque esse é um tema que mexe comigo desde a infância. Não podemos admitir que o racismo seja tratado como algo banal”, contou a diretora de Igualdade Racial da OABRJ. 

O presidente da OAB/Magé destacou que o encontro não se propôs só a tratar de igualdade racial, mas, também, da força que se tem quando se está atuando com empatia, consequentemente conseguindo chegar mais longe. 

“Esse é um tema relevante para toda a sociedade, cabe à advocacia disseminar conhecimento e lutar por uma sociedade mais justa e igualitária”.

No discurso de abertura, Edmée Cardoso deu uma panorama sobre a origem do racismo na sociedade brasileira e enfatizou a enorme diferença ainda existente entre a população negra e a branquitude.

Arruda contou orgulhosamente um pouco da sua trajetória e abordou a relevância da defesa das prerrogativas para advogados negros e negras. 

“Meu objetivo é poder somar com a minha classe como mulher negra e representar o meu povo. Independentemente do tempo de carreira, nosso objetivo é sempre o mesmo: combater o racismo dentro e fora da advocacia”, destacou Arruda.

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