22/04/2026 - 17:07 | última atualização em 22/04/2026 - 19:27

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OABRJ e Firjan debatem impacto de ação no STF sobre distribuição dos royalties

Instituições alertam que risco de perda de receitas do estado do Rio de Janeiro pode gerar efeitos severos para os municípios fluminenses produtores de petróleo

Ana Júlia Brandão



Na tarde desta quarta-feira, dia 22, a presidente da OABRJ, Ana Tereza Basilio, esteve reunida com a diretora jurídica da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), Gisela Gadelha, para discutir os impactos financeiros para todo o estado do Rio de Janeiro diante das mudanças na distribuição das receitas da exploração do petróleo. O foco central do debate foi a questão das participações especiais, consideradas uma das principais fontes de arrecadação fluminense.

A reunião ocorreu em meio à expectativa pelo julgamento da ação direta de inconstitucionalidade (ADI) nº 4917, previsto para acontecer no dia 6 de maio no Supremo Tribunal Federal. A ação questiona a legislação que define a redistribuição dos royalties do petróleo, propondo a ampliação dos repasses para estados e municípios não produtores, o que pode reduzir significativamente a fatia destinada às regiões produtoras.

A possível mudança tem mobilizado autoridades e entidades em todo o estado diante do risco de perdas expressivas de receita. Municípios produtores, que hoje dependem fortemente desses recursos, estão entre os mais preocupados com os impactos da eventual redistribuição.

Durante o encontro, a presidente Ana Tereza Basilio destacou a gravidade do cenário e o esforço conjunto de diferentes instituições para preservar as receitas do estado: 


“O nosso estado corre o risco de perder uma parte substancial da receita dos royalties. Isso impactaria diretamente os municípios e o próprio estado, que já enfrenta dificuldades econômicas. A OABRJ, como amicus curiae nessa ação, está atuando em conjunto com a Firjan, a Procuradoria-Geral do Estado e a Associação Comercial para que essa receita seja mantida, já que seus efeitos alcançam toda a sociedade e também a advocacia”.


Outro ponto de atenção levantado na reunião foi o possível impacto da redistribuição sobre novas fronteiras de exploração energética no país, como a Margem Equatorial. Considerada uma das áreas mais promissoras para a produção de petróleo e gás, a região se estende do Amapá ao Rio Grande do Norte e é vista como estratégica para a segurança energética nacional. Segundo a avaliação debatida no encontro, mudanças no modelo de distribuição podem desestimular investimentos e afetar diretamente estados produtores, com reflexos também sobre o desenvolvimento dessa nova fronteira.

Também participaram da reunião o gerente de Cenários de Petróleo, Gás, Energias e Naval da Firjan, Sávio Bueno, e o assessor especial da presidência da OABRJ, Ricardo Menezes.

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