31/10/2024 - 13:53 | última atualização em 31/10/2024 - 14:27

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OABRJ discute empoderamento feminino como ferramenta para atingir independência financeira

Biah Santiago




A Comissão Especial de Gestão e Empreendedorismo Jurídico (Cegej) da OABRJ e a Associação das Mulheres de Carreira Jurídica do Rio de Janeiro (ABMCJ-RJ) promoveram, nesta quinta-feira, dia 31, um evento para abordar o empoderamento feminino como ferramenta para alcançar autonomia financeira. 

Assista à transmissão completa do encontro no canal da Seccional no YouTube.

O comando ficou a cargo da presidente da comissão, Simone Amara, e da presidente da ABMCJ, Rosana Juvêncio. Também compuseram a mesa a presidente da Academia Carioca de Direito (ACD) e ex-presidente do Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB) Rita Cortez, e a advogada previdenciarista e mestre em Direito pela Universidade para Todos (UPT) Maria da Conceição.

“Mulheres não são concorrentes e, sim, aliadas. Empoderar é ter empatia, segurar a mão de uma outra mulher, ceder uma palavra de elogio, entender o lado da mulher advogada que está com um prazo apertado no Judiciário e uma vida atribulada”, comentou Simone.


Cortez ressaltou que o empoderamento só funciona com esforço e trabalho coletivo entre as mulheres. 

“Individualmente, ninguém se empodera, então, é preciso ser parte de um grupo que valorize, prestigie e dignifique a sua participação em um projeto. As mulheres já conquistaram muito espaço, mas, para sermos totalmente empoderadas, ainda falta um longo caminho a percorrer”, disse.

“Empoderamento é ter voz, reconhecimento e destaque. O número de mulheres no mundo jurídico ainda é abaixo do desejado, apesar de já termos um quantitativo maior de mulheres nos espaços de poder com a paridade, especialmente as negras, que hoje ocupam cargos na Diretoria do IAB e da OABRJ, por exemplo”.

As palestras ficaram a cargo das integrantes da Comissão Especial de Gestão e Empreendedorismo Jurídico da Seccional Débora Pontes e Mônica Flauzino, e da advogada e CEO do Movimento Poder do Batom Vermelho, Ana Flávia Cunha.

“O empreendedorismo muda a vida não só da mulher bem-sucedida, mas de todo o núcleo de pessoas que a circula. E é para isso que o Poder do Batom Vermelho existe. É um movimento de mulheres que se apoiam, existe para estimular as mulheres, especialmente as que sofrem de violência doméstica, a conquistar a independência financeira para sair desse ciclo", considerou Ana Flávia.

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