Com pesar, a OABRJ decreta luto oficial de três dias pela morte de Valmar Souza Paes, morto nesta sexta-feira, dia 25, aos 78 anos, por complicações da Covid-19. Pai do prefeito Eduardo Paes, o advogado estava internado desde abril em um hospital da cidade.  

Este ano, Paes completaria 55 anos de trajetória na advocacia. Ano passado, a Seccional concedeu a ele a Medalha Sobral Pinto, outorgada àqueles que se destacaram em suas áreas de atuação e cujo exercício profissional já ultrapassou a marca de meio século,  mas a pandemia adiou a cerimônia.  A comenda, a mais importante da  OABRJ, será entregue à família em breve.

“A OABRJ lamenta profundamente a morte de Valmar, mais um golpe que a covid desfere na advocacia. Foi um grande advogado, que trilhou uma trajetória admirável na profissão. Deixará saudade nos que tiveram o privilégio de atuar a seu lado e nos incontáveis amigos que fez ao longo de todos esses anos”, diz o presidente da Seccional, Luciano Bandeira. 

Paes notabilizou-se principalmente pela atuação no setor naval e pelas consultorias que prestava. Por muitos anos, foi advogado e conselheiro do Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval). Em nota, a Diretoria do Sinaval lamentou o falecimento do “brilhante advogado” que destacava-se pela “conduta exemplar e facilidade em fazer amigos”.

Consternado, o conselheiro seccional Eduardo Antônio Kalache falou sobre o colega cuja amizade datava da época da faculdade: formaram-se juntos em Direito na PUC-Rio em 1966. 

“Era muito meu amigo e um grande parceiro profissional. Tínhamos clientes juntos, trabalhamos em vários processos no curso da vida. Eu fazia a parte contenciosa e a ele cabia a consultoria. Deixará um buraco”, lamenta.

Paes deixa a viúva, Consuelo da Costa Paes, com quem era casado havia 55 anos. Além do prefeito Eduardo Paes, Valmar teve mais dois filhos, Guilherme e Letícia, e seis netos.