Em nota oficial, a Diretoria da OABRJ manifestou sua indignação com mais um ato violento praticado por policiais contra a advocacia: as agressões sofridas pelo colega Orcélio Ferreira Silvério Júnior, nesta quarta-feira, 21, na cidade de Goiânia. Ao tentar intervir em favor de um guardador de carro, o advogado foi algemado, imobilizado e atacado violentamente pelos agentes do Grupamento de Intervenção Rápida Ostensiva (Giro), batalhão da Polícia Militar de Goiás.

Para a Ordem, a reincidência deste tipo de tratamento é preocupante. Há pouco mais de um mês, a advogada Vanessa Lima foi igualmente agredida por policiais no Largo do Machado, Zona Sul do Rio de Janeiro, ao defender entregadores por aplicativo. "A OABRJ manifesta sua enérgica contrariedade aos atos de extrema violência e covardia comumente adotados pelas forças policiais em suas ações".

Leia abaixo a íntegra da nota oficial:

Nota oficial


A OABRJ vem a público expressar sua indignação e condenar mais um ato de violência praticado por forças policiais contra a advocacia. Desta vez, a vítima das agressões, ocorrida no dia 21 de julho, na cidade de Goiânia, em Goiás, foi o advogado Orcélio Ferreira Silvério Júnior.

De acordo com o noticiário e imagens divulgadas nas redes sociais, o colega tentou intervir em favor de um guardador de carros que estava sendo abordado pelo Grupamento de Intervenção Rápida Ostensiva (Giro), batalhão da Polícia Militar de Goiás, quando foi algemado, imobilizado e atacado violentamente pelos agentes. 

O repúdio da OABRJ torna-se ainda mais agudo quando se constata não tratar-se de um fato isolado. Há pouco mais de um mês, caso idêntico de violência policial contra a advogada Vanessa Lima ocorreu no Largo do Machado, Zona Sul do Rio de Janeiro. Ao mesmo feitio do episódio de Goiânia, também por intervir em favor de um trabalhador tratado de forma arbitrária por um policial, a colega foi agredida e teve a carteira da OAB pisoteada.

Assim como naquela ocasião, desta vez solidária ao colega Orcélio Ferreira, a OABRJ manifesta sua enérgica contrariedade aos atos de extrema violência e covardia comumente adotados pelas forças policiais em suas ações, indicadores de despreparo profissional e absoluto desprezo pelo Estado democrático de Direito. Procedimentos estes, se não incentivados, ao menos tolerados pela escala hierárquica a que pertencem.

Rio de Janeiro, 22 de julho de 2021
Diretoria da OABRJ