Atender mulheres vítimas de violência doméstica na região da Leopoldina, proporcionando um espaço de acolhimento, segurança, escuta e coragem. Este é o objetivo da Sala Lilás, inaugurada pela OAB/Leopoldina na tarde desta terça-feira, dia 24, em parceria com o 16° Batalhão de Polícia Militar. A iniciativa é considerada de alta relevância, diante do elevados índices de violência registrados na região – que inclui os bairros de Triagem, Manguinhos, Bonsucesso, Ramos, Olaria, Penha, Penha Circular, Vila da Penha, Vila Kosmos, Brás de Pina, Cordovil, Parada de Lucas, Jardim América e Vigário Geral, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Participaram da solenidade de inauguração o presidente da OAB/Leopoldina, Alexandre Aguilar; o diretor do Fórum da Leopoldina, Felipe Pinelli; o comandante do 16º BPM, tenente-coronel Elton Marques; o 1º Comando de Policiamento de Área, tenente-coronel Carlos Barros; a coordenadora do Programa Patrulha Maria da Penha, major PM Bianca Ferreira; e os titulares da 22ª e da 38ª delegacias de polícia, delegados Leandro Gontijo e Bruno Araújo. “Este é um dia significativo para a advocacia, para a segurança pública e, sobretudo, para as mulheres do Estado do Rio de Janeiro. A Sala Lilás representa mais do que um espaço físico, é um ambiente de acolhimento, escuta e proteção. A parceria entre a OAB/Leopoldina e a Polícia Militar demonstra que, quando as instituições se unem, é possível promover mudanças reais em prol da transformação social. Que esta sala se torne um símbolo da nossa luta coletiva por uma sociedade mais justa, mais humana e mais segura para todas as mulheres. Às mulheres, reafirmo: a Ordem estará sempre ao lado de vocês, na defesa dos seus direitos e da sua dignidade”, destacou Aguilar. Rede de proteção A Sala Lilás é mais uma opção de atendimento para as mulheres que têm medidas protetivas violadas. O objetivo é atuar de forma integrada com a Patrulha Maria da Penha – rede de proteção que em seis anos já assistiu mais de 100 mil mulheres e prendeu quase 900 agressores – para proporcionar às vítimas a possibilidade de receber cuidados e orientações em um local seguro. “As mulheres confiam em nossos policiais, que, ao menor sinal de ameaça, são acionados diretamente por elas e vão até onde elas estiverem. Nosso trabalho é garantir que saibam que não estão sozinhas. Por isso é tão importante celebrar a abertura desse novo ponto de atendimento na OAB/Leopoldina: um espaço de escuta, acolhimento e coragem. O Rio de Janeiro tem dezenas de centros de atendimento, mas apenas dois abrigos sigilosos. Precisamos ampliar essa rede com o apoio do nosso comandante, do Tribunal de Justiça, da Defensoria Pública, da Polícia Civil e de todos os homens e mulheres comprometidos com política pública que salva vidas todos os dias”, afirmou a major Bianca Ferreira. A vice-presidente da Comissão de Combate à Violência contra a Mulher da OABRJ, Bárbara Ewers, também prestigiou o evento.