Para trabalhar na definição de políticas para prevenir violações da integridade da advocacia, tomou posse nesta sexta-feira, dia 11, a Comissão de Enfrentamento à Violência contra Advogados (Ceva). A solenidade foi realizada no Plenário Evandro Lins e Silva, na sede da OABRJ, e contou com a presença de representantes da segurança pública do estado e do município. Assista ao evento na íntegra no YouTube da Seccional. Participaram da mesa da solenidade o tesoureiro da OABRJ, Fábio Nogueira; o presidente da Comissão da Justiça do Trabalho, Ricardo Menezes; o presidente, a vice-presidente, o coordenador e o delegado da Ceva, respectivamente, José Mauro Ramos, Érica Roberta Bonfim, Wanderley Rebello e Renato Alves; além do delegado de Polícia Civil José Mário Salomão. Em sua fala, Fábio Nogueira destacou que a violência contra advogados e advogadas tem crescido significativamente nos últimos anos, mas reforçou que a advocacia não pode permitir que o direito de defesa seja violado. “Ao longo dos anos, temos visto um crescente processo de criminalização do advogado – quando se confunde o profissional com o cliente. Há uma razão por trás disso: enfraquecer o direito de defesa. Afinal, nós, advogados e advogadas, somos a última trincheira para o exercício pleno da cidadania. Além disso, há um desrespeito cotidiano à advocacia, com gestos que se repetem diariamente. Esta Comissão é fundamental para combater essas condutas e assegurar que a OABRJ atue de forma firme, contundente e assertiva.” Nogueira reforçou: “É essencial que a Ordem esteja engajada com o trabalho da Comissão e com as vítimas de violência, para que não se tornem apenas mais um número nas estatísticas”. Entre as iniciativas apresentadas estão palestras, workshops e ações voltadas à segurança pública, com foco no combate à violência física e verbal contra profissionais da advocacia. José Mauro Ramos, presidente da CEVA, ressaltou: “Esta comissão é crucial para a proteção da integridade dos advogados e advogadas do Rio. Ao contrário do que muitos pensam, não apenas criminalistas precisam de proteção – toda a classe está sujeita a riscos, independentemente da área de atuação. Nossa missão é combater a violência contra a advocacia.”