Um dos principais problemas que aflige a advocacia em todo o estado, a liquidação de mandados de pagamento pelo Banco do Brasil foi o primeiro tema tratado na manhã desta sexta-feira, dia 13, no II Colégio de Presidentes de Subseção, que acontece até domingo, dia 15, em Macaé. "A gente precisa deixar claro que os transtornos pelos quais a advocacia está passando não são pequenos", pontuou o tesoureiro da OABRJ e presidente da Comissão de Prerrogativas, Marcello Oliveira. "Há situações que são meramente gerenciais e que o banco já havia se comprometido a resolver. É absurdo que hoje, com tantos recursos tecnológicos, o advogado não consiga fazer uma transferência bancária e precise sair da agência com dinheiro no bolso se não quiser abrir uma conta no Banco do Brasil", criticou. 

Em resposta a Marcello, o superintendente de governo do Banco do Brasil no Rio de Janeiro e no Espírito Santo, Claudio Gomes, se comprometeu a reforçar a orientação de que os advogados não precisam abrir conta no Banco do Brasil para o recebimento de mandados. Além disso, prometeu que em uma semana, no máximo, seja extinguida completamente a necessidade de reconhecimento de firma ou atualização de procurações para levantamento de alvarás. 

O procurador-geral da OABRJ, Alfredo Hilário, pontuou que a presença do Banco do Brasil no Colégio de Presidentes simboliza um primeiro passo. "Mas nós não podemos recuar um milímetro dos direitos dos advogados. Não podemos aceitar que se demore 20, 30 dias para o recebimento de um mandado. Estaremos sempre em vigilância e na defesa doa advocacia", reforçou.

Gomes adiantou que o BB irá trabalhar em três frentes para tentar sanar os problemas de atendimento que os colegas enfrentam. "Vamos criar um grupo de trabalho, com representantes da Ordem, do Tribunal de Justiça, do Tribunal Regional do Trabalho e das instituções financeiras. A partir das discussões nesse grupo, implementaremos melhorias", afirmou, prometendo: "Iremos trabalhar neste grupo com o principal objetivo de liquidar os mandados em, no máximo, três dias".

Ele também afirmou que entre os dias 23 e 27 de setembro os gerentes das agências em todo o estado irão visitar os presidentes das subseções para ouvir as demandas específicas de cada local. E defendeu a união entre OABRJ e Banco do Brasil para que seja concluído o processo de interligação no TRT e no TJ: "Temos que acabar com o trânsito de papel e a conclusão dessa etapa não depende apenas do banco, depende dos tribunais".

Por fim, Gomes disse que é um projeto do banco a criação de um espaço de atendimento específico para a advocacia em agências. "Teremos funcionários qualificados para atender qualquer assunto relacionado à advocacia, mas, principalmente, a liquidação de mandados. Já temos um espaço assim em Niterói, Campos deve ser a próxima cidade e queremos ampliar esse projeto de oferecer atendimento privilegiado para a classe"

O superintendente do Banco do Brasil Flávio Karam também participou da mesa.