A comissão da Celeridade Processual (CCP) identificou que a remessa de todos os processos de urgência de saúde da capital ao Cartório Único dos Juizados Especiais Fazendários é uma das causas da morosidade na serventia do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ). Durante a diligência do Giro da Celeridade à unidade, a presidente e o secretário-geral da CCP, Carolina Miraglia e Vinícius Barata, dialogaram com os servidores sobre os caminhos para resolver a morosidade. O cartório centraliza demandas de três juizados fazendários e totaliza 65 mil processos no acervo. Para Miraglia, o andamento das ações judiciais poderá se tornar mais ágil após a implementação dos novos sistemas eletrônicos adotados pelo TJRJ. "Há muitos processos em análise. Acreditamos que com a chegada do Eproc e da Central de Processamento da Corregedoria do TJRJ (Ceproc), a demora na conclusão das ações poderá ser reduzida", afirmou a presidente da CCP. Vinícius Barata acrescentou que a designação de novos servidores a partir de agosto – anunciada recentemente pelo corregedor do TJRJ, desembargador Cláudio Brandão – também poderá contribuir com a agilidade. "Voltaremos neste cartório, após os funcionários iniciarem o uso dos sistemas, para entender se as plataformas realmente vão contribuir com a celeridade", comentou o secretário-geral. Em breve, a Comissão vai debater a situação do Cartório Único dos Juizados Especiais Fazendários com a Corregedoria do TJRJ em busca de novas formas de desafogar a serventia.