14/04/2025 - 12:23 | última atualização em 14/04/2025 - 19:14

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'Giro da Celeridade': Ausência de juízes titulares acentua morosidade no Fórum da Leopoldina

Acervo dos cartórios das varas acumula milhares de processos

Mariana Reduzino



Os integrantes da Comissão de Celeridade Processual (CCP) da OABRJ visitaram o Fórum Regional da Leopoldina, na Zona Norte do Rio. A comitiva identificou um grande volume de processos, cuja morosidade é agravada pela ausência de juízes titulares na 2ª Vara de Família e na 4ª Vara Cível da unidade judiciária. 

A diligência foi liderada pela presidente da comissão, Carolina Miraglia, e contou com a presença do presidente da OAB/Leopoldina, Alexandre Aguillar; do secretário-geral da CCP, Vinicius Barata; dos presidentes das comissões de Prerrogativas e de Celeridade da subseção, respectivamente Rafael Carvalho e Paloma Pires.

A primeira parte da diligência aconteceu na 4ª Vara Cível, que está sem juiz titular – aposentado por questões de saúde – e conta com apenas cinco servidores, sendo um deles em home office, para lidar com um acervo de sete mil processos. Atualmente, a serventia recebe ajuda da juíza da 5ª Vara Cível, o que também se torna um problema devido ao acúmulo de competências. 

Diante disso, a Comissão de Celeridade levará à Corregedoria do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) a solicitação de um juiz titular e, diante da alta demanda, de mais servidores do Grupo Emergencial de Auxílio Programado Cartorário (GEAP), para auxiliar nos trâmites processuais do PJe – o maior gargalo da vara.

Já a 2ª Vara de Família acumula aproximadamente oito mil processos, contando com sete serventuários presenciais no cartório e dois em home office, além de três estagiários. O cenário torna-se caótico devido à ausência de um juiz titular, principal demanda apresentada à CPP – que, da mesma forma, vai solicitar à Corregedoria do TJRJ a alocação de um magistrado para coordenar a serventia.

A diligência passou também pelo 10º Juizado Especial Cível (JEC), no qual identificou uma das maiores distribuições já vistas: 600 novos processos por mês. O acervo alcança 6,5 mil processos, com apenas cinco servidores no cartório, sendo dois em home office. O cartório apresenta uma lotação adequada de estagiários (sete), mas ainda assim não é possível solucionar o problema, pois algumas atividades não podem ser desempenhadas pelos aprendizes.

"Aqui temos uma peculiaridade: 600 processos em distribuição no JEC. Esse número está bem acima do habitual. A ausência de juízes titulares nas varas cível e de família também nos preocupa em razão da administração dos cartórios. Na próxima reunião com a Corregedoria do TJRJ, levaremos essas demandas e buscaremos contribuir no que for possível para dar mais celeridade aos cartórios da Leopoldina, sempre com o objetivo de melhorar o trabalho da advocacia e, sobretudo, a prestação jurisdicional à população", disse a presidente da CCP.


"Entraremos em contato com o diretor do fórum para colher mais informações, além das que recolhemos nos cartórios, e levaremos, juntamente com a Comissão de Celeridade Processual, à Corregedoria, para que possamos minimizar esses problemas aqui no Fórum da Leopoldina", acrescentou Alexandre Aguillar.

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