A ex-presidente do Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB) e conselheira seccional Maria Adélia Campello apoia a campanha da OABRJ (por meio do Observatório da Covid-19) e da Caarj, “Vacina é direito!”, que busca conscientizar a advocacia da importância de se vacinar contra a doença quando o Plano Nacional de Imunizações permitir. Aos 77 anos, a advogada tomou recentemente a primeira dose da Coronavac. 

A primeira mulher eleita para presidir o IAB (biênio 2006/2008), instituição fundada em 1827, está acostumada a grandes desafios, transformações sociais e a mudanças de cultura. Ela conta ter tirado de letra os impactos profissionais da triste e repentina revolução trazida pela Covid: fechou o escritório onde atua majoritariamente em causas de Família e Sucessões e fez da casa o espaço de trabalho sem traumas. Mas foi penoso ter de afastar-se dos amigos. 

“Sinto muita falta do convívio, sobretudo com os amigos da OABRJ, onde faço parte do conselho e do Tribunal de Ética e Disciplina. Mas mantenho o espírito firme, não me quebro”, conta ela, que perdeu um primo para a Covid-19.

Em atividade desde 1965, quando se formou pela PUC-Rio, Maria Adélia foi laureada com a medalha Sobral Pinto em março de 2020. A comenda criada pelo Conselho Pleno da Seccional é uma espécie de “boda de ouro” com a advocacia entregue àqueles cujo exercício profissional já ultrapassou a marca dos 50 anos.

Desde que a Justiça estadual retomou parcialmente as atividades, a advogada voltou a frequentar a corte, mantendo-se, é claro, atenta aos cuidados contra contaminação. 

“Esta é uma situação nova que veio para ficar, mas podemos perfeitamente enfrentá-la. O ser humano é criativo e adaptável. Sou otimista”.

Para ela, a Ordem deve manter-se aferrada a uma de suas características estruturantes: ser um esteio para a sociedade. 

“A entidade deve continuar desempenhando este papel, com firmeza e dedicação, e unida neste sentido. Isso é o que podemos fazer de mais efetivo e imediato”.