A Escola Superior da Advocacia do Rio de Janeiro (ESA) recebeu, na manhã desta quinta-feira, dia 22, o seminário “A História do Direito e o Direito da História”, que contou com a participação de importantes estudiosos de ambas as áreas, para debater os aspectos e impactos causados no passado pela Inquisição (entre os séculos XIII e XIX) que ainda se refletem na sociedade atual. Você pode assistir o evento na íntegra pelo canal de YouTube da ESA. Para dar as boas-vindas aos participantes, compuseram a mesa inicial do evento a presidente da OABRJ, Ana Tereza Basilio; o secretário-geral da Seccional, Rafael Borges; o membro honorário vitalício da OABRJ e professor doutor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Nilo Batista; o professor da UERJ Ronaldo Vainfas; e o professor da Universidade de Brasília (UnB), Alécio Fernandes. Basilio destacou a importância das iniciativas de qualificação da advocacia e enfatizou que esse é um compromisso da atual gestão, visando a formação de uma classe cada vez mais preparada. “Nosso desejo é promover cada vez mais eventos desse quilate aqui na Ordem, porque é muito importante levar conhecimento, história e reflexão tanto para os novos advogados quanto para os mais experientes. O arbítrio sempre retorna na história, mas o bom senso, a democracia e a humanidade prevalecem. É essencial refletirmos sobre o que não deve ser repetido na história da humanidade”, declarou. “É uma enorme satisfação abrigar na OABRJ este seminário, que aborda o Direito e a História a partir do tema da Inquisição. Hoje, falta aos estudantes de Direito o estudo da História e da Ciência Política. Esta gestão aposta fortemente na formação e qualificação da nossa classe. Este seminário é uma oportunidade incrível para que advogados, advogadas e estudantes de Direito e de História estabeleçam uma interlocução entre as áreas”, acrescentou o secretário-geral Rafael Borges. Problemas do passado no presente O professor Nilo Batista abordou aspectos relevantes do Direito desde suas origens na antiguidade até os dias atuais, sempre pontuando as diferenças existentes entre as abordagens jurídica e histórica. “Enquanto a Inquisição para vocês (historiadores) é um problema do passado, para nós advogados é um problema do presente. Legados inquisitoriais ainda são vividos no sistema penal contemporâneo. Esse é apenas um dos exemplos que evidenciam as diferentes perspectivas pelas quais encaramos a experiência inquisitorial”, pontuou.