O desembargador Henrique Carlos de Andrade Figueira foi eleito presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio (TJRJ) para o biênio 2021/2022, em votação realizada durante sessão do Tribunal Pleno desta segunda-feira, dia 30. O presidente eleito vai suceder ao desembargador Claudio de Mello Tavares, que deixará o cargo em fevereiro do próximo ano.  Henrique Figueira é carioca de Laranjeiras, botafoguense e católico.

O presidente eleito anunciou como pretende pontuar sua gestão: 

"Vamos investir demais em sistemas de tecnologia digital para melhorar a qualidade da prestação jurisdicional. Nós temos que reduzir o número de processos e para isso o outro foco importante vai ser a mediação, a conciliação e fórmulas de solução de conflitos que nos possam dar mais qualidade no serviço. Pretendo propor uma reformulação do regimento interno para nos adaptar aos tempos modernos.  E, apesar da recuperação fiscal, também tentar melhorar a remuneração e garantir os direitos de magistrados e serventuários", afirmou.     

Atual presidente da 5ª Câmara Cível do TJRJ, o desembargador Henrique Figueira ingressou na magistratura pelo concurso de 1988.  Ao longo de seus 32 anos de carreira, foi juiz da 1ª Região, depois juiz regional na Capital até a promoção para juiz titular de Entrância Especial, em 1994; e desembargador, em 2002. Participou da Associação dos Magistrados do Rio (Amaerj) e da Mútua dos Magistrados, de onde foi diretor, vice-presidente e presidente. Na administração do TJ do Rio, foi juiz auxiliar da Presidência (2001 a 2003) e da 3ª vice-presidência (1996 a 1999); como desembargador, integrou várias comissões e atuou na movimentação de magistrados.

Com quatro candidatos na disputa, a eleição para a Corregedoria Geral de Justiça precisou de dois escrutínios para definir o vencedor.  Foi eleito o desembargador Ricardo Cardozo. Também foram eleitos os desembargadores José Carlos Maldonado de Carvalho (1º vice-presidente), Marcus Henrique Pinto Basílio (2º vice-presidente), Edson Aguiar de Vasconcelos (3º vice-presidente) e Cristina Tereza Gáulia (diretora-geral da Escola de Magistratura/ Emerj), além dos novos componentes de parte do Órgão Especial.