A Comissão da Verdade de Volta Redonda, começou nesta terça-feira, dia 29, um trabalho para mostrar aos moradores o que já foi pesquisado sobre o período da ditadura no sul do Rio de Janeiro. O documento é baseado em depoimentos de mais de 40 pessoas que dizem ter sido vítimas da repressão militar. "Nós calculamos que em torno de 200 pessoas sofreram diretamente. Agora, se considerar os familiares chega a mil", disse o historiador Edgar Domingos. O grupo também pretende reunir assinaturas para um abaixo-assinado. A ideia é mudar o nome de uma ponte, batizada em homenagem ao general Emílio Garrastazu Médici, ex-comandante da Academia Militar das Agulhas Negras (Aman) e presidente do Brasil entre 1969 e 1974. A proposta é que o local receba o nome de Dom Waldyr Calheiros, bispo falecido em novembro de 2013, que liderou a luta contra a ditadura na região. "Isso faz parte do dever que tem a Comissão da Verdade de Volta Redonda, que é fazer as recomendações ao poder público e isso integra ao processo de pegar os logradouros que tem nome de pessoas que participaram da cadeia de comando de tortura com o nome de pessoas, militantes, que participaram do processo de resistência", explicou o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil de Volta Redonda, Alex Martins. A previsão é que o resultado final do trabalho da comissão seja divulgado em 2015.