05/11/2024 - 17:48 | última atualização em 05/11/2024 - 17:56

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Comissão de Mediação e Métodos Consensuais aborda papel da advocacia nas negociações de conflitos judiciais

Biah Santiago



Nesta terça-feira, dia 5, a Comissão de Mediação e Métodos Consensuais da OABRJ, com apoio do Instituto de Certificação e Formação de Mediadores Lusófonos (ICFML), realizou um evento para abordar a advocacia negocial e o uso dos métodos consensuais em um processo judicial.

Assista ao encontro, na íntegra, no canal da OABRJ no YouTube. 

Compuseram a mesa as coordenadoras da Câmara de Mediação da Seccional, Ana Lucia Loureiro e Renata Pessoa; e as representantes do ICFML: a fundadora, Ana Maria Gonçalves, a presidente do ICFML-Polo Brasil, Mônica de Salles Lima, a coordenadora acadêmica do ICFML Internacional, Cátia Maria Cebola e a vice-presidente de Assuntos Acadêmicos do ICFML-Polo Brasil, Renata Moritz.


“A Câmara de Mediação trabalha em duas vertentes: a institucional, que cuida das reclamações que chegam protocoladas pelas partes à OAB em relação aos seus advogados sobre honorários ou a falta de contato com o patrono, por exemplo, e a outra, privada, que atende advogados e estagiários inscritos na Ordem que estão passando por alguma questão pessoal, desejam resolvê-la através da mediação e solicitam o nosso auxílio”, explicou Loureiro.



As palestras trouxeram à luz a importância da capacitação dos profissionais para a atuação em mediação de conflitos e os padrões internacionais de qualidade de um mediador. 

Para Mônica de Salles, a mediação vai além de uma conversa consensual, já que o método reforça a relevância de o(a) advogado(a) investir no estudo e no desenvolvimento de habilidades para atuar em um acordo entre as partes.

“Quando temos um conflito jurídico, o profissional que procuramos é o advogado, pois é quem irá aconselhar e encontrar um caminho para solucionar o meu processo. A mediação envolve uma preparação para atuar naquele ambiente, explorar todas as possibilidades e saber preparar e identificar os interesses do cliente. Atuar nessa área é diferente de atuar em processos contenciosos, sejam eles judiciais ou arbitrais. É preciso pensar na capacitação desse profissional para que esteja sintonizado com os métodos e saiba como funciona na prática”, observou a presidente do ICFML-Polo Brasil. 

A fundadora do ICFML apresentou alguns critérios aos colegas que se interessam pela mediação.

“Para atuar na mediação, os advogados precisam de habilidades específicas e seguir uma série de parâmetros, por exemplo, relacionamento e interação pessoal, gestão do processo e a facilitação e a resolução de problemas”, destacou Ana Maria.

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