Trazendo como convidados o presidente da Comissão de Direitos Humanos da Seccional, Álvaro Quintão, e o secretário-geral do grupo, Ítalo Pires, o programa #OABRJDebate aborda na edição desta semana a operação policial realizada no Jacarezinho no dia 6 de maio, na qual 29 pessoas foram mortas. A ação foi considerada a mais letal da história do Rio de Janeiro.

No programa, lançado no canal da OABRJ do YouTube na última sexta-feira, dia 14, o apresentador José Júnior levanta também outras questões aos entrevistados, como o preconceito que há em setores da sociedade com defensores de direitos humanos.

Segundo Quintão, a operação não tem como ser considerada bem sucedida sob nenhum aspecto: "De qualquer ângulo ela é um grande fracasso.Uma operação na qual dois traballhadores são atingidos dentro do metrô pode ser considerada bem sucedida? Seria bem sucedida pelo número de mortos? É isso que eles querem? Somar mortos? Tenho certeza que não".

Ele completa que o grande e primordial problema por trás da ação é a forma como o Estado se estruturou para lidar com o enfrentamento do tráfico:

"O que nós estamos vendo é uma total ausência de uma política de segurança pública no Estado do Rio de Janeiro. Essa política já demonstrou que não funciona e não por acaso o Rio tem a polícia que mais mata mas também a que mais morre. Nós estamos falando de ações que não só colocam em risco os moradores de comunidades, mas os próprios policiais".

Já Pires falou sobre como se deu o trabalho na OABRJ no dia da operação, quando a comissão se dividiu para colher relatos de moradores, ir até o Instituto Médico Legal garantir a legalidade dos procedimentos com os corpos e agir institucionalmente no diálogo com as forças de segurança.

O #OABRJDebate está disponível na íntegra no YouTube, assim como todos os outros programas anteriores, para que os colegas possam assistir quando quiserem.