A OABRJ, por meio da Comissão de Direitos Humanos e Assistência Judiciária (CDHAJ), está atuando no caso do entregador de comida por aplicativo Elias de Lima Oliveira, morto na última quarta-feira, dia 24, no Morro do Palácio, no bairro do Ingá, em Niterói. De acordo com relatos da família e de outros moradores, o rapaz foi baleado no rosto por um policial militar durante uma abordagem a caminho do trabalho. 

Nesta sexta-feira, dia 26, o procurador da CDHAJ Rodrigo Mondego, os integrantes da comissão Sônia Ferreira Soares e Rafael Carvalho e o secretário de Direitos Humanos do município de Niterói, Raphael Costa, reuniram-se com o delegado Bruno Cleuder de Melo da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Maricá - DHNSGI.

Melo disse que começará a ouvir a família de Elias e as testemunhas. Nesta sexta-feira, a companheira da vítima prestou depoimento. 

“Confiamos no trabalho da Delegacia de Homicídios e do delegado Bruno e acreditamos que ele vai elucidar o caso e responsabilizar os autores do homicídio de Elias”, disse Mondego.

Soares e Carvalho estiveram no Morro do Palácio poucas horas após a morte de Elias e se prontificaram a proteger os direitos dos moradores que reagiram à morte organizando um protesto na Rua Presidente Pedreira, também no Ingá. 

Os membros da CDHAJ fizeram mediação entre policiais e manifestantes, atuando em conjunto com mandatos parlamentares e representantes do poder público municipal. Depois da manifestação, Soares e Carvalho acompanharam a perícia no local do crime e auxiliaram os familiares na liberação do corpo no IML. 

À imprensa, a Secretaria de Estado de Polícia Militar informou que equipes do 12° BPM (Niterói) foram atacadas durante um patrulhamento em uma das vias que dão acesso ao Morro do Palácio, no Ingá, Zona Sul de Niterói. Segundo a corporação, "a equipe abordava um suspeito quando foi atacada a tiros, gerando um confronto".