A inteligência artificial pautou mais um seminário na Seccional, na manhã desta segunda-feira, dia 21. O evento organizado pela Comissão Advocacia do Futuro atualizou a advocacia sobre os limites éticos da utilização da inteligência artificial, o uso da IA na formação dos profissionais do Direito, a inteligência artificial no Direito Civil entre outros pontos. A transmissão completa você assiste pelo canal da Seccional no YouTube A mesa de abertura foi conduzida pela vice-presidente da OABRJ, Ana Tereza Basilio, e estiveram ao lado dela o secretário-geral, Marcos Luiz Souza; o presidente, a vice-presidente e o secretário-adjunto da Comissão Advocacia do Futuro, respectivamente, Eduardo Teixeira, Helem Rose Franceschini e José Ricardo Marques; o desembargador do TJRJ Vitor Marcelo Rodrigues; o presidente da Comissão das Organizações Sociais e Filantrópicas, Bruno Paura e o presidente da Fundação Osvaldo Aranha (FOA) - Volta Redonda, Eduardo Prado. A vice-presidente da OABRJ destacou que este é um tema importante para advogados e advogadas porque em curto espaço de tempo esta ferramenta será parte fundamental do trabalho dos juízes, advogados (as), juristas etc. “Nós ainda não estamos no estado da arte da inteligência artificial, portanto ela precisa ser adequadamente utilizada. Para que isso aconteça, precisamos oferecer à advocacia a oportunidade de conhecer mais sobre essa tecnologia. Assim, a realização de eventos como este é fundamental para o crescimento da classe”, destacou Basilio. O secretário-geral da Seccional afirmou que, apesar de a inteligência artificial ser uma ferramenta que veio a nosso favor, a legislação sempre estará um passo atrás, e esses lapsos são assustadores, por essa razão, se faz cada vez mais necessária a especialização da advocacia nesse tema. O desembargador destacou a inteligência artificial como um tema especial que, tanto na magistratura quanto na advocacia, tem prometido transformações em pouco tempo. “A inteligência artificial no Judiciário pode ser utilizada para atividades repetitivas a fim de dar celeridade processual. É isso que o CNJ estabeleceu na Resolução 332. Nessa resolução, existem três recomendações que precisam ser observadas com cuidado: o dever de comunicação, o dever de cooperação e o dever de submissão”, destacou Rodrigues. A vice-presidente do grupo temático apresentou o tema de forma prática e abordou a forma como a advocacia pode usar a inteligência artificial com eficiência. “Os humanos não serão substituídos, mas as atividades repetitivas que tomam tempo podem ser realizadas por inteligências artificiais. Vocês, advogados e advogadas, não podem ficar resistentes a essa mudança. A tecnologia avança e, querendo ou não, precisamos avançar juntos”, disse Franceschini.