Em entrevista para a coluna Justiça e Cidadania publicada nesta terça-feira, dia 26, no jornal O Dia, o presidente da OAB/RJ, Felipe Santa Cruz, lamenta a crise orçamentária que assola a Justiça do Trabalho. Com o corte de 30% em sua verba de custeio e 90% na de investimento, Felipe acredita que há grandes chances de a Justiça Trabalhista do Rio baixar as portas antes do final do ano, mesmo com a recente liberação de R$ 2,9 milhões para o estado. Leia a íntegra da entrevista. Com a palavra Felipe Santa Cruz, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil do Rio de Janeiro Justiça do Trabalho não sai do CTI Do socorro de R$ 353,7 milhões liberados pela União para a Justiça do Trabalho, aportam no Rio só R$ 2,9 milhões. Para o presidente da OAB/RJ, Felipe Santa Cruz, o risco da Corte fechar as portas está mantido. A Ordem planeja um ato público, com o apoio de magistrados e servidores, para abraçar a Justiça do Trabalho, que recebe a cada ano três milhões de novos processo em todo o país. Como chegou-se a esse quadro grave? No orçamento foram cortados 30% de verba de custeio e 90%, de investimento. Houve cortes em todos os setores, mas nada parecido como ocorreu na Justiça do Trabalho. Esses R$ 2,9 milhões socorrem o Rio? Não. A Justiça do Trabalho é a Justiça do desempregado. Após as obras olímpicas, há uma expectativa de 40 mil desempregados. No país, o Rio tem a situação mais grave em termos de desemprego. Então, no Rio o risco de a Justiça baixar as portas continua. Infelizmente, há essa possibilidade de tragédia social. Do socorro autorizado por crédito extraordinário, São Paulo ganhou R$ 100 milhões. Como a OAB está agindo para impedir isso? Já realizamos duas audiências públicas na Ordem. Vamos fazer um ato público. Agora, sem a Justiça fica ruim para o trabalhador e o empregado. Aumenta-se ainda o acirramento de conflitos.