11/09/2013 - 10:35 | última atualização em 11/09/2013 - 10:56

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Caso Juan: para delegado, não houve confronto entre PMs e traficantes

assessoria de imprensa do TJ

Nesta terça-feira, dia 10, segundo dia de julgamento dos policiais militares acusados de terem assassinado Juan Moares Neves e Igor Souza Afonso, o delegado responsável pela conclusão das investigações, Ricardo Barbosa, descartou a possibilidade de ter havido confronto entre PMs e traficantes da Favela Danon, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. A 4ª Vara Criminal de Nova Iguaçu, do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, ouviu o depoimento do delegado como testemunha de acusação.
 
Barbosa disse que provas testemunhais rechaçariam uma possível troca de tiros na comunidade. Com base em relatório elaborado pela Polícia Civil sobre o incidente, um dos mortos – Igor Souza Afonso – foi encontrado com uma arma nas mãos. Apesar disso, de acordo com o delegado, não há indícios de reação da vítima.
 
Outro delegado, Cláudio Nascimento – titular da delegacia de Comandador Soares que deu início às investigações –, também prestou depoimento em juízo. Ele afirmou não acreditar que a ocultação do corpo tenha sido feita pelos traficantes, uma vez que os policiais militares não teriam deixado o local do suposto confronto.
 
Também depôs hoje o perito que examinou a ossada do corpo de Juan e uma moradora da Favela Danon. Ela revelou detalhes da atuação do tráfico na comunidade.
 
O julgamento está previsto para durar mais dois dias. Nesta quarta-feira, dia 11, o júri está marcado para recomeçar às 10h. Os jurados vão ouvir o depoimento das testemunhas de defesa. O juízo da 4ª Vara Criminal espera concluir a etapa de instrução, com o interrogatório dos réus.
 
O processo
 
Os policiais militares Isaias Souza do Carmo, Edilberto Barros do Nascimento, Ubirani Soares e Rubens da Silva são acusados de dois homicídios dolosos (com intensão de matar) qualificados (motivo torpe e sem chance de defesa das vítimas) contra Igor Souza Afonso e Juan Moares Neves, além de duas tentativas de homicídio doloso, também duplamente qualificado, contra Wesley Felipe Moares da Silva e Wanderson dos Santos de Assis.
 
Os crimes aconteceram em junho de 2011, durante uma operação do 20° Batalhão da Polícia Militar (Mesquita) na Favela Danon, em Nova Iguaçu.
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