Dando continuidade à programação do III Colégio de Presidentes de Subseção da OABRJ, realizado na sede da Ordem nesta quinta-feira, dia 28, o tesoureiro da Seccional, Fábio Nogueira, apresentou aos dirigentes das 64 subseções fluminenses os resultados da recuperação financeira promovida pela atual gestão e o panorama das contas da instituição no primeiro trimestre de 2026. A exposição reuniu dados detalhados sobre as finanças da entidade e permitiu que os presidentes das subseções acompanhassem os esforços e os resultados alcançados pela atual administração no processo de reestruturação financeira e equilíbrio das contas da Seccional. Nogueira ressaltou que no último ano a Seccional colocou em prática uma série de medidas para conter o desequilíbrio fiscal, como a diminuição de despesas administrativas, por meio de avaliações contratuais minuciosas, e cortes na folha de pagamento. Os números apresentados mostraram a reversão do cenário financeiro enfrentado anteriormente pela instituição. De acordo com os dados expostos, a OABRJ saiu de um déficit acumulado para um superávit nos primeiros três meses do ano. O tesoureiro salientou que os resultados foram alcançados a partir de medidas de austeridade, auditorias internas e reorganização administrativa, com foco na recuperação da estabilidade financeira e na manutenção dos serviços prestados à advocacia fluminense. Entre os principais indicadores apresentados está uma redução de 39,1% nas despesas consolidadas da instituição, além da diminuição de aproximadamente 30% nos custos fixos mensais, uma economia de estimada em R$ 4 milhões por mês, o que representa uma projeção de R$ 48 milhões ao ano. Outro dado destacado foi a redução de 50% do endividamento bancário da OABRJ, resultado atribuído à renegociação de contratos, amortizações antecipadas e revisão de custos. A apresentação também apontou o crescimento de 13,9% na arrecadação da OABRJ em comparação com o mesmo período de 2025. O resultado é reflexo, entre outras coisas, da modernização dos sistemas de cobrança, da implantação do PIX e das campanhas de regularização financeira. "Os resultados refletem não apenas medidas técnicas e administrativas, mas sobretudo a união institucional construída ao longo deste processo. O apoio irrestrito dos presidentes das subseções foi fundamental para que a OABRJ atravessasse os momentos mais sensíveis da reestruturação administrativa com equilíbrio, responsabilidade e compromisso coletivo", reforçou Nogueira. Recuperação da Caarj Outro ponto abordado foi a reestruturação fiscal da Caixa de Assistência da Advocacia do Rio de Janeiro (Caarj), também iniciada em 2025, por meio da renegociação de dívidas bancárias, da realização de auditorias em todas as áreas da instituição e do acompanhamento criterioso das contas. O objetivo é retirar a Caixa do status de superendividamento e garantir a continuidade dos serviços assistenciais prestados à advocacia fluminense. "A Caarj, por meio da gestão da presidente, Paula Vergueiro, e da vice-presidente, Mônica Alexandre, adotou medidas de austeridade. Muitos cortes foram feitos. Estamos realizando os depósitos para pagamento dos credores e liquidando as dívidas bancárias, cumprindo nossas obrigações para recuperar a saúde fiscal da Caixa", afirmou a presidente da OABRJ, Ana Tereza Basilio. Paula Vergueiro aproveitou a oportunidade para ressaltar que, mesmo diante das medidas de contenção e da redução no quadro de funcionários, os atendimentos e serviços oferecidos à advocacia foram mantidos. "Mesmo com o quadro que temos enfrentado, com a redução de funcionários, a Caixa não parou na prestação de serviços à advocacia", destacou.