04/12/2016 - 13:02 | última atualização em 04/12/2016 - 21:48

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Colégio: Representatividade feminina na advocacia é tema de palestra

redação da Tribuna do Advogado

O debate sobre as diretrizes do Conselho Federal da OAB para a advocacia feminina iniciou o quarto dia do Colégio de Presidentes de Subseção, neste domingo, dia 4. À frente da discussão estavam a vice-presidente da OAB Mulher e secretária-adjunta da Caarj, Marisa Gáudio e a presidente da subseção da Leopoldina, Talita Menezes. Na mesa estavam a secretária-adjunta da Seccional, Ana Amelia Menna Barreto e os representantes do DAS do Sul Fluminense, Denise de Paula, e da Capital, Ricardo Menezes. Veja a cobertura completa

Marisa lembrou da campanha da ONU Mulheres He for she, da qual a Seccional é signatária, e que convida os homens para a construção da igualdade de gênero no mundo. “Os problemas que as mulheres enfrentam não são exclusivos, são problemas da sociedade. Por isso é fundamental a participação dos homens na construção de uma sociedade igualitária. Situações de machismo acontecem o tempo inteiro no nosso exercício profissional e temos que lutar contra essa cultura”. 

Em maio será realizada a Conferência Estadual da Mulher Advogada, com o objetivo de discutir a implementação do Plano Estadual da Mulher Advogada. “É importante que as subseções que ainda não têm uma OAB Mulher criem essa comissão e as que já tem fomentem o debate sobre o plano. Nossa ideia é conversar sobre as demandas de cada região e sobre como o plano pode ser implementado de acordo com a necessidade de cada local”, afirmou Marisa.

Pleito da OAB/RJ, a promulgação da Lei Federal 13.363/2016, que suspende os prazos processuais para as advogadas que tiveram filhos ou adotaram, foi lembrada e comemorada pelas palestrantes. Antes da aprovação da Lei, a Seccional já havia encaminhado ofícios aos tribunais pedindo a prioridade para essas advogadas. “As mulheres têm necessidades diferentes dos homens e, por isso, é preciso defender prerrogativas próprias para as mulheres”, destacou Marisa.

Segundo Talita, as mulheres precisam lutar para conquistar espaço na sociedade. “O processo de participação feminina na advocacia e na sociedade não é natural. A nossa tendência é a de perpetuar a cultura patriarcal e temos que lutar contra essa cultura. Precisamos ocupar os espaços, tanto nas diretorias quanto nas mesas de discussão, porque temos competência para isso. Precisamos parar de achar que as mulheres só servem para enfeitar ou para organizar eventos. Nós queremos participar ativamente”, defendeu.

A necessidade de promover o empoderamento feminino foi levantada por Talita. “O feminismo nada mais é que homens e mulheres lado a lado. O lugar da mulher é onde ela quiser estar. Nós, mulheres, só precisamos de oportunidades”, disse. 

Durante o debate, vários presidentes das subseções sugeriram que o assunto deveria ser discutido em todos os colégios de presidentes. Segundo o diretor do Departamento de Apoio às Subseções, Carlos André Pedrazzi, esse é dever da Ordem. “Nós defendemos a Constituição e o Estado Democrático de Direito, por isso defendemos a igualdade entre os gêneros. Esse tema será incluído nas discussões dos próximos colégios e nas próximas zonais”, prometeu.
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