25/04/2016 - 12:04 | última atualização em 26/04/2016 - 14:36

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OAB/RJ protocola denúncias contra Jair Bolsonaro na Câmara e na PGR

redação da Tribuna do Advogado

A OAB/RJ protocolou, nesta segunda-feira, dia 25, requerimento na Câmara dos Deputados e ofício na Procuradoria-Geral da República, denunciando o deputado Jair Bolsonaro por quebra de decoro parlamentar e apologia à tortura pela "homenagem" ao coronel Brilhante Ustra, o primeiro militar reconhecido pela Justiça brasileira como torturador, feita por Bolsonaro no voto pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff, no dia 17.
 
Foto: Detalhe do documento enviado à Câmara| Clique para ampliar Na representação, de 24 páginas, encaminhada ao Conselho de Ética da Câmara, a entidade pede a cassação do deputado federal. “Diante das diversas violações à Constituição brasileira, ao Regimento Interno da Câmara e do Código de Ética parlamentar, não cabe dessa Casa do Povo outra postura senão a cassação do mandato do representado, uma vez que sua presença macula e desrespeita o parlamento brasileiro”, diz o documento.
 
Além de uma falta de ética, que deve ser apreciada pelo Conselho de Ética da Câmara, é preciso que se julgue também o crime de ódio
Felipe Santa Cruz
Presidente da OAB/RJ
Classificando a declaração como um “ato abominável”, o ofício encaminhado ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, denuncia criminalmente o deputado por apologia à tortura, e pede providências do Ministério Público. “Além de configurar quebra de decoro parlamentar, configura também ilícito penal, uma vez que é apologia ao crime e a criminoso, no caso, um dos maiores torturadores já conhecidos do período militar, que foi declarado como tal pela Justiça brasileira”.
 
Desde a sessão do dia 17, o presidente da OAB/RJ, Felipe Santa Cruz, condenou duramente as declarações. "Houve apologia a uma figura que cometeu tortura e também desrespeito à imagem da própria presidente. Além de uma falta ética, que deve ser apreciada pelo Conselho de Ética da Câmara, é preciso que se julgue também o crime de ódio", criticou Felipe. 
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