23/09/2011 - 10:36

COMPARTILHE

TJ lidera pesquisa do CNJ sobre Tecnologia da Informação

Jornal do Commercio

O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro ficou em primeiro lugar, entre todos os tribunais de Justiça estaduais do País, em pesquisa realizada pelo Conselho Nacional da Justiça (CNJ) sobre Tecnologia da Informação no Poder Judiciário. Segundo o presidente do TJ-RJ, desembargador Manoel Alberto Rebêlo dos Santos, este resultado é fruto do empenho da Diretoria Geral de Tecnologia (DGTEC) ao cumprir efetivamente a Resolução 90/2009, do CNJ, que estabeleceu critérios de nivelamento mínimo em tecnologia da informação e comunicação (TIC) para o Judiciário. "A informação é um bem e, para o seu uso ser otimizado, precisamos lançar mão de todos os recursos tecnológicos disponíveis", disse o presidente do tribunal fluminense.

O TJ-RJ vem concentrando, desde a gestão do desembargador Luiz Zveiter, investimentos nesta área do conhecimento. "Nos últimos anos foram aportados recursos na ordem de R$ 105 milhões", afirmou o presidente da Corte.

O diretor da DGTEC, Sandro Denis de Souza Nunes, explica que a Tecnologia da Informação é o conjunto de atividades e soluções providas por recursos de computação que permitem o armazenamento, o tratamento, o acesso e o uso das informações.

"Esta pesquisa mostrou que estamos oferecendo aos usuários da Justiça fluminense um serviço mais célere, confiável e em plataformas mais confortáveis", explicou Sandro Denis. Segundo ele, após a criação do escritório de projetos da DGTEC, foram identificados pontos em que os recursos investidos trariam maior impacto nas atividades.

Com o uso inteligente e planejado dos recursos disponíveis, foi possível um salto qualitativo substancial. "No intervalo de um pouco mais de dois anos, saímos da 16ª para a primeira colocação, conforme a avaliação anterior.

Isso não significa que o trabalho esteja concluído, mas sinaliza que estamos no caminho certo", completou Denis.

Os tribunais de Justiça responderam a um questionário que avaliou os seguintes temas: porte tecnológico, força de trabalho mínima, índice de automação, governança de TI e capacitação de pessoal. O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro obteve pontuação máxima em governança de TI e índice de automação.

O primeiro item trata de políticas de segurança da informação, metodologias de desenvolvimento de sistema, planejamento estratégico e capacitação nas áreas de gestão, entre outros temas.

O segundo trata da disponibilização de informações processuais, bem como da integração entre os diferentes sistemas e órgãos para intercâmbio de informações.

"A conclusão de projetos como Um computador para cada serventuário e Nova rede de dados do Poder Judiciário do RJ também impulsionou a pontuação do TJ-RJ. O resultado prático desses projetos foi a disponibilização de um microcomputador para cada serventuário que necessita usar os serviços de TI, bem como a instalação da maior rede de dados privada da América Latina", informa o diretor da DGTEC. Ele explica ainda que, entre os benefícios gerados pela TI, merecem destaque a redução dos custos, a melhoria do processo de trabalho e o aumento da qualidade na prestação de serviços para os usuários.
Abrir WhatsApp