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Claudenor de Brito Prazeres

20/02/1966 - 16/06/2020

Primeiro advogado da família, o criminalista caxiense de sorriso largo foi presidente da Comissão de Direitos Humanos da subseção. Os conselhos à filha bacharel: pulso firme e coragem para se impor

“Foi o primeiro advogado da família. Era um criminalista que corria atrás dos processos para soltar o preso a todo custo. Amava muito a profissão e como era competente. Era um homem íntegro, guerreiro e muito trabalhador. Há alguns anos, foi presidente da Comissão de Direitos Humanos da Subseção de Duque de Caxias.

Gostava sempre de lembrar das profissões que teve antes: trabalhou no Bob’s, foi radiologista, motoboy. Seus pais lutaram muito para pagar a faculdade de Direito.  

Sou bacharel, quase uma advogada. O que ele mais queria era que eu pegasse logo a carteira da OAB para começar a advogar. Dizia que eu precisaria ter pulso firme e coragem para me impor. Vai fazer muita falta a mim e ao meu irmão, de 12 anos.

Tenho lido muitos elogios a ele nas redes sociais, não param de nos ligar para contar o bom amigo e bom profissional que ele foi. Vou sentir saudade do sorriso. Era um cara muito alegre. Curtia músicas ‘das antigas’, amava marchinhas de carnaval e os discos da Alcione. Gostava de tomar uma cerveja com os amigos nos momentos de lazer. 

Era filho de maranhense ‘nascido e criado’ em Duque de Caxias. Mas morreu a alguns quilômetros daqui, na Zona Norte do Rio, depois de passar 25 dias internado com Covid-19”. 

Depoimento da filha, Ana Carolina de Campos Prazeres, à jornalista Clara Passi