Em nova nota, a Comissão de Direitos Humanos da OAB/RJ detalhou, neste domingo, dia 24, seu envolvimento nas negociações envolvendo a desocupação do antigo Museu do Índio, localizado nas proximidades do Maracanã, e reiterou que não compactua com nenhuma solução que envolva o confronto físico. A Comissão também repudiou a ação truculenta da Polícia Militar, que invadiu o local sexta-feira, dia 22. Na última quinta-feira, dia 24, a Seccional já havia emitido nota sobre o caso. Nota oficial A OAB/RJ reafirma seu compromisso no sentido de que seja feito um acordo digno e efetivo para os grupos indígenas desalojados Nota da Comissão Apesar de considerar que a proposta feita pelo governo do estado não é a ideal, a Seccional julgou que, diante do impasse, a proposição - aceita pela maioria dos indígenas que ocupam o local, mas refutada por outros grupos - era o melhor caminho. Como tem feito desde janeiro, quando foi procurada por grupos indígenas, a Comissão se comprometeu a continuar atuando nas negociações, trabalhando, inclusive, para que a proposta apresentada pelo governo fosse aprimorada. "A OAB/RJ reafirma seu compromisso na defesa de um acordo digno com os indígenas desalojados do antigo Museu do Índio, e reafirma sua crítica aos que pretendem, por meio da intimidação e da violência, fazerem valer seus pontos de vista a qualquer custo e sem qualquer preocupação e com os direitos humanos", diz o último parágrafo do documento, assinado pelo presidente da Comissão, Marcelo Chalréo. O local, que abriga cerca de 150 índios de várias etnias, está no centro de uma polêmica que envolve a construção de um estacionamento para a Copa das Confederações deste ano e para a Copa do Mundo, em 2014.