O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) requisitou um parecer da Comissão Nacional de Direito Ambiental da instituição para auxiliar o poder público no caso do rompimento das barragens de Fundão e Santarém, da mineradora Samarco, em Mariana (MG). O objetivo é que o parecer possa subsidiar autoridades públicas municipais e estaduais em relação à tragédia, que matou quatro pessoas e deixou outros 22 desaparecidos, dos quais 11 moradores de Bento Rodrigues e 11 trabalhadores da própria Samarco. O rompimento das barragens gerou uma enxurrada de lama que destruiu o distrito de Bento Rodrigues, em Mariana, na região central de Minas, e avança pelo Espírito Santo. Cerca de 62 milhões de metros cúbicos de rejeitos de minério e água foram liberados. O vilarejo foi desocupado nesta terça-feira (10) por medida de segurança. Após a tragédia, a Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais informou que todas as atividades da Samarco Mineradora na região de Mariana estão suspensas. A Samarco é uma joint venture da Vale e da australiana BHP Billiton Ltd. O conselho federal da OAB também aprovou a prestação de apoio jurídico às vítimas.